Brasil pode ficar sem energia elétrica fornecida por Venezuela
10/02/2019 - 12:54

Caso a Venezuela corte totalmente o fornecimento de energia para Roraima, o governo Jair Bolsonaro (PSL) já tem um plano emergencial. Isso aconteceu porque o governo trabalha com a hipótese  de uma interrupção integral da energia que chega ao Brasil proveniente da hidrelétrica de Guri, no estado venezuelano de Bolívar.

Como o estado é o único que não está conectado ao SIN (Sistema Interligado Nacional), o tema está sendo acompanhado de perto. O plano foi tratado pelo Ministério de Minas e Energia no 30 dia de janeiro, numa reunião entre o governador de Roraima, Antônio Denarium (PSL), o secretário de Energia Elétrica da pasta, Ricardo Cyrino, o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia elétrica), André Pepitone, e os diretores da Roraima Energia, que faz a distribuição de eletricidade no Estado.

Quando a reunião foi convocada, o Ministério de Minas e Energia temia que o ditador Nicolás Maduro interrompesse o fornecimento de eletricidade em retaliação ao Brasil, que poucos dias antes reconheceu o líder opositor Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela.

Pontes rompidas
Ao fazer esse gesto, Bolsonaro rompeu basicamente todas as pontes com Maduro. Embora isolado internacionalmente e pressionado a deixar o poder, o líder chavista mantém a fidelidade do exército e controla o território do país.

No entanto, a avaliação entre pessoas envolvidas nas tratativas é que o risco de uma retaliação diminuiu nos últimos dias. Na opinião desses interlocutores, caso Maduro quisesse enviar uma mensagem política contra Bolsonaro, o corte na energia enviada de Guri já teria acontecido.

Apesar disso, o plano emergencial na hipótese de uma queda brusca de fornecimento continua pronto para ser ativado. Hoje, o governo considera que as ações emergenciais podem ser desencadeadas inclusive pelas constantes falhas técnicas registradas na linha que transporta a energia do estado de Bolívar para o Brasil.

Roraima é abastecida por eletricidade da Venezuela desde 2001. Com o agravamento da crise no país vizinho, a transmissão da eletricidade vem sofrendo com falta de manutenção, o que leva a constantes apagões em Boa Vista.

Só no ano passado foram 83 cortes no fornecimento de energia que levaram a blecautes, segundo a Roraima Energia. Desde o início do ano, já foram registrados nove incidentes do tipo.

De acordo com o diretor de relações institucionais da Roraima Energia, Anselmo Santana Brasil, hoje Roraima opera com pouco mais da metade da sua energia originária da Venezuela.

 

Fonte: Gazeta do Povo

 

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