Exportação de soja do Brasil tem queda semanal de 16%
16/05/2018 - 8:59

A exportação de soja do Brasil somou 2,43 milhões de toneladas na semana de 6 a 12 de maio, queda de 16,2 por cento na comparação com as 2,9 milhões de toneladas da semana anterior, quando o país havia embarcado o maior volume semanal do ano, de acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgados nesta terça-feira.

Na segunda semana de maio do ano passado (7 a 13 de maio), as exportações haviam atingido 2,5 milhões de toneladas, volume que tinha sido o quarto maior semanal de 2017, segundo a Anec. Para a associação, a queda ocorreu após um período de pico de embarques, que ainda seguirão robustos diante do escoamento de uma safra que atingiu um recorde de 117 milhões de toneladas, segundo dados do governo. “A tendência é de que os volumes de agora em diante permaneçam ligeiramente acima da média de anos anteriores, mas numa curva decrescente devido ao término do pico de safra, entre março e maio”, disse o assistente-executivo da Anec, Lucas Eduardo Trindade de Brito.

Ele lembrou que os resultados das exportações do Brasil nas cinco semanas anteriores foram melhores que os registrados na semana passada, com o impulso da grande safra e também como reflexo das disputas comerciais entre a China e os Estados Unidos, incluindo a ameaça de uma taxa chinesa de 25 por cento sobre as exportações norte-americanas de soja.

 

A Anec não citou questões específicas relacionadas à demanda externa. Na semana passada, a Reuters reportou uma queda inesperada nas compras da China, maior importador global de soja, o que limitaria as vendas do Brasil no curto prazo.

Uma menor demanda momentânea da China estaria ocorrendo como consequência de problemas enfrentados pela indústria de suínos (consumidores de ração), que estaria operando com prejuízos aos preços atuais no país asiático.

De outro lado, a soja dos Estados Unidos, competidor do Brasil no mercado global, ficou mais competitiva para o restante do mercado, atraindo compras de origens de fora da China, ressaltou o analista sênior de Agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Bellotti. “Com essa guerra comercial, impactou preços na bolsa de Chicago… se olhar sob ótica de outra origem, o grão dos Estados Unidos ficou bastante competitivo”, disse ele, ponderando que isso não deve trazer problemas para o Brasil, que de qualquer forma não seria capaz de atender a toda a demanda chinesa, caso a taxação se confirme, hipótese que vê como improvável.

Fonte – Agrolink 

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