
A confirmação de que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), não concorrerá nas eleições de 2026 provoca um reposicionamento nas estratégias de partidos e pré-candidatos no Estado.
A decisão, que não pode mais ser revista em função dos prazos do calendário eleitoral, impacta diretamente a disputa ao Palácio Piratini. Analistas políticos apontam que o cenário afeta principalmente as articulações do vice-governador Gabriel Souza (MDB), pré-candidato governista, e do deputado federal Luciano Zucco (PL), que também se coloca na corrida.
Além da disputa pelo Executivo estadual, a decisão também influencia o cenário para o Senado, já que as estratégias partidárias para os dois pleitos estão interligadas.
No caso de Eduardo Leite, a candidatura ao Senado era considerada uma alternativa caso ele não avançasse em uma possível disputa à Presidência da República, o que acabou se confirmando. No entanto, mesmo com bom desempenho em pesquisas, o governador optou por não concorrer ao cargo.
De acordo com lideranças de partidos como MDB, PP, PL e PT, a decisão foi influenciada pela imprevisibilidade da disputa. Uma eventual derrota poderia ser interpretada como rejeição às suas gestões, impactando negativamente seu futuro político, cenário considerado mais arriscado do que permanecer sem mandato a partir de 2027.
Fonte: FA/REGIONAL com informações do CP