
Lideranças políticas, empresariais, acadêmicas e comunitárias estiveram reunidas nesta segunda-feira (1º) em Passo Fundo para o 7º Fórum Democrático Pacto RS 25 – O crescimento sustentável é agora, promovido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O evento, realizado no auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Passo Fundo (UPF), debateu alternativas de desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental e à redução das desigualdades.
A abertura foi conduzida pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Pepe Vargas (PT), que destacou a importância de ouvir as demandas regionais para elaborar propostas que auxiliem na reconstrução do estado. Segundo ele, as contribuições coletadas nos encontros serão reunidas em um relatório a ser entregue ao governo estadual e federal até novembro, servindo também como subsídio para a criação de novos projetos de lei.
A programação contou com painéis sobre perfil econômico regional, recursos hídricos, industrialização, agropecuária e desigualdades sociais. A economista Denise Carvalho Tatim apresentou o panorama da Região Funcional 9, que responde por 10% do PIB gaúcho e 63% da produção agrícola estadual. O professor João Paulo Bezerra (UFFS) abordou a gestão sustentável dos recursos hídricos, enquanto Marcos Alexandre Cittolin destacou a necessidade de articulação entre diferentes setores para fortalecer a industrialização. Já o presidente da Coopeagri, Lecian Gilberto Conrad, alertou para os desafios da agricultura e pecuária diante da redução da mão de obra e ressaltou o papel da biotecnologia no aumento da produtividade.
A reitora da UPF, Bernadete Maria Dalmolin, enfatizou a urgência de combater as desigualdades regionais e sociais. “Nós precisamos repensar os nossos processos produtivos, aliando as necessidades humanas, o meio ambiente e o bem comum. Precisamos de uma sociedade que cresce em todos os sentidos”, afirmou.
O deputado Pepe Vargas também destacou os desafios que o Rio Grande do Sul enfrenta, como a transição demográfica, o envelhecimento da população, a diminuição no número de habitantes e a intensificação de fenômenos climáticos extremos. Para ele, o futuro do estado deve estar baseado em novos paradigmas econômicos e ambientais, capazes de equilibrar o desenvolvimento social, territorial e econômico.
Além da participação presencial, a população pode contribuir com ideias por meio da plataforma digital Pacto RS 25, disponível no sistema Gov.br até 2026. A ferramenta permite sugerir, apoiar e votar propostas que poderão integrar as diretrizes para o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul.
Fonte: FA/REGIONAL