
O nascimento de Lucca, que estava cercado de expectativa e amor, tomou um rumo inesperado no dia 27 de março, quando a mãe completou 38 semanas de gestação. A gravidez foi tranquila e o trabalho de parto indicava que tudo ocorreria de forma natural. Porém, durante a última contração, os batimentos cardíacos do bebê caíram para 108. Embora inicialmente não fosse considerado grave, em poucos minutos ele sofreu anoxia e nasceu sem respirar.
Lucca precisou ser reanimado, entubado ainda na sala de parto e levado para a UTI, onde sofreu a primeira convulsão. Foram dez dias entubado, enfrentando complicações, infecções e convulsões. Após três dias fora do tubo, uma nova infecção obrigou nova entubação por mais seis dias. Chegou-se a cogitar uma traqueostomia.
A família solicitou a transferência para outro hospital, onde exames revelaram uma lesão cerebral causada pela falta de oxigênio e pela ausência do protocolo de hipotermia logo após o parto — procedimento que poderia ter reduzido os danos. A lesão afeta principalmente a parte motora, resultando em distonia e espasticidade, e exigirá reabilitação intensiva por toda a vida.
Recentemente, Lucca deixou de usar sonda, mas enfrenta outro desafio: a perda auditiva provocada pelo uso de antibióticos na UTI. Ele precisará de um aparelho auditivo especializado, não fornecido pelo SUS. Além disso, necessita de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, acompanhamento neurológico, exames e apoio constante.
Para custear os tratamentos, a família criou uma vaquinha e pede a colaboração da comunidade. Doações podem ser feitas via Pix para o CPF 030.655.600-62, em nome de Gabriel de Britto Mendes. Link da vakinha: https://vaka.me/5658039.
Segundo os familiares, qualquer valor ou mesmo o compartilhamento da história já ajuda a manter vivo o milagre que é a vida do pequeno Lucca.
Fonte: FA/REGIONAL
Foto: Divulgação