MORADORES RELATAM AUMENTO EXPRESSIVO NAS CONTAS DE ENERGIA ELÉTRICA EM MUNICÍPIOS DA REGIÃO
05/08/2026 - 10:49

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Consumidores de municípios como São José do Ouro, Cacique Doble e Sananduva têm relatado aumentos considerados fora do padrão nas contas de energia elétrica. Segundo os relatos, faturas que normalmente ficavam entre R$ 150 e R$ 320 passaram, em alguns casos, a registrar valores superiores a R$ 700, R$ 800 e até próximos de R$ 1 mil.

Um dos relatos envolve uma consumidora que costumava pagar cerca de R$ 160 por mês e recebeu recentemente uma fatura de aproximadamente R$ 870. No mês seguinte, a cobrança teria chegado a cerca de R$ 790. Conforme familiares, o consumo da residência não teria apresentado mudanças que justificassem uma elevação tão significativa no valor da conta.

Situações semelhantes também vêm sendo comentadas por consumidores de outros municípios da região. Moradores relatam que contas que anteriormente ficavam na faixa dos R$ 300 ou R$ 400 passaram a superar os R$ 650 em determinados períodos.

A situação não estaria restrita aos municípios do Norte do Rio Grande do Sul. Queixas semelhantes também têm sido registradas em outras cidades da região de Passo Fundo e em municípios da Serra Gaúcha, onde consumidores relatam aumentos expressivos nas faturas de energia elétrica.

Entre os casos compartilhados por moradores estão contas que teriam passado de aproximadamente R$ 420 para mais de R$ 680, além de consumidores que relatam cobranças superiores a R$ 700 mesmo mantendo hábitos semelhantes de consumo. Também há relatos de unidades que possuem sistemas de geração de energia solar e, ainda assim, registraram valores considerados elevados.

Os aumentos têm provocado dúvidas e preocupação entre os consumidores, que buscam entender os motivos das cobranças acima do habitual e procuram os canais de atendimento da RGE em busca de esclarecimentos.

A CPFL RGE divulgou uma nota dizendo que “É comum que, em períodos de temperaturas extremas — tanto nos dias mais frios quanto nos mais quentes — o consumo médio de energia nas residências sofra alterações. Isso acontece, principalmente, pelo uso mais frequente de eletrodomésticos como aquecedores, chuveiros elétricos, ventiladores, ar-condicionado e até geladeiras, que precisam trabalhar mais para manter a temperatura ideal.

A CPFL RGE esclarece que esse cenário pode ser resultado de uma combinação de fatores típicos da estação. Além do aumento natural no consumo, o reajuste anual, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em junho, também impacta o valor da fatura.

Em 19 de junho, entrou em vigor o reajuste tarifário da CPFL RGE, aprovado pela Aneel. O índice médio aplicado para consumidores residenciais foi de 14,98%.”

Fonte: FA/REGIONAL