
O diretor do Sindicato Médico da Região Norte do Rio Grande do Sul, Marcelo Rodrigo da Luz, reuniu-se com os prefeitos Joelice Canali, de Caseiros, e Joel Isidoro, de Ibiraiaras, para apresentar a situação enfrentada pelo Hospital São Paulo.
Em entrevista, o dirigente afirmou que a estrutura da instituição é a mais precária que já vistoriou em toda a região Norte do Estado. Segundo ele, há falta de equipamentos básicos, instrumentos, condições adequadas de trabalho e atrasos no pagamento de profissionais da saúde.
De acordo com o médico, a realidade do hospital contrasta com a de outras instituições de municípios com porte semelhante, como Nova Prata. Ele destacou que, enquanto outras unidades realizam cirurgias, mantêm equipes completas e possuem estrutura adequada, o Hospital São Paulo enfrenta carências até mesmo de equipamentos essenciais, como incubadoras para atendimento neonatal.
Durante o encontro, os prefeitos demonstraram disposição para colaborar com a instituição, mas manifestaram preocupação com a falta de transparência e de garantias sobre a correta aplicação de eventuais recursos adicionais destinados ao hospital.
Segundo o sindicato, as respostas apresentadas pela direção da instituição foram consideradas insuficientes, com promessas de reestruturação administrativa que, até o momento, não teriam sido efetivamente implementadas.
O diretor também chamou atenção para a diferença entre o Hospital São Paulo e o Hospital São José, ambos vinculados à Fundação Araucária. Conforme relatado, o Hospital São José apresenta estrutura organizada, pagamentos em dia e não registra as mesmas reclamações apontadas em relação ao Hospital São Paulo.
Uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 11, reunindo representantes da Prefeitura de Lagoa Vermelha, municípios parceiros, da mantenedora e do sindicato.
Caso não seja apresentado um plano considerado concreto e transparente para a recuperação da instituição, a categoria informou que poderá paralisar atividades a partir de 1º de julho, com impacto principalmente nos atendimentos do bloco cirúrgico.
Segundo o sindicato, a medida é motivada pela preocupação com as condições de trabalho e com a segurança dos pacientes atendidos pela instituição.
Fonte: FA/REGIONAL com informações da Rádio Cacique de Lagoa Vermelha